Querem que aceitemos uma política de resignação.
Naturalizam a guerra, a desigualdade,
Querem que aceitemos o frio e a fome como se fossemos animais sem cultura.
Querem fazer da luta contra o machismo uma piada, quando o machismo ainda mata,
Matou, de todas as maneiras, literal, subliminar, indireta, direta, de pessoa para pessoa, do coletivo ao indivíduo, na estrutura.
Machismo matou e ainda mata.
Se enraiza, cega, aliena, desencoraja e oprime.
Machismo deve acabar, junto com essa política acéfala que nos desgoverna.
Machismo matou minha avó, sua tia, minha amiga, aquela vizinha, a menina e a mulher.
Querem que você aceite, não reclame, ache graça.
Querem tirar sua liberdade de escolha, te ver quieta, não poder construir um mundo diferente.
Perco o sono, mas não perco aquela inquietação, nem sempre ofuscada pelos encantos da modernidade (fama, dinheiro e likes).
De onde quero lutar?
Qual é o meu front?
Uma utopia pragmática ou a intensidade da sobreviviência?
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